Estatísticas da progênie de La Invernada Hornero
Caro leitor do Cavalo Crioulo, tenho tido a satisfação de estudar as linhagens mais importantes da Raça Crioula no Brasil nos últimos 25 anos. Preciso mencionar que todas as descrições e análises que apresento aqui se referem exclusivamente ao Freio de Ouro. Não há estudos relativos às exposições morfológicas da Expointer, o que talvez eu venha a fazer no futuro, a partir de outubro. Quero dizer, também, que não tenho enfatizado o caráter probabilístico-preditivo das análises, mas sim o de contar a história do Freio de Ouro através dos números. Nesta edição, meu propósito é apresentar os resultados de La Invernada Hornero: o chefe-maior da Raça Crioula no Brasil e – se tenho direito a opinar – também na América. Eu explico. O cavalo n.º 1 do Chile é Casas de Polpaico Estribillo, assim considerado porque 37% de seus filhos participaram no campeonato nacional do Chile e porque é pai de vários campeões (como Reservado, Lechon, Escorpión, Estribillo II, Estimulada e Esquinazo). Se acreditarmos que o Freio de Ouro é uma competição mais exigente do que a chilena, se considerarmos que 38% dos 111 premiados nesta competição eram filhos de Hornero, se lembrarmos ainda que em torno de 33% dos filhos de Hornero contribuíram para sua pontuação no Registro de Mérito; então, sem sombra de dúvidas, Hornero foi um pai muito superior ao grande Estribillo. Além do mais, vale considerar que filhos de Hornero foram campões de 12 exposições morfológicas da Expointer desde 1987 (34%).






















