Um chasque a todos os amigos…

Um chasque a todos os amigos…

Peço a Deus que lhe entendimento e sabedoria para quando você ler o meu desabafo e a minha versão, saiba o verdadeiro motivo da minha ausência dos lugares de costumes… pra quem não ler só digo uma coisa que minha avó me dizia ninguém chuta cachorro morto.

Buenas a todos os amigos fãs e seguidores do chasque do conhaque.
Venho através dessa postagem ou talvez melhor dizendo desse “chasque” me justificar porque do meu suposto sumiço nesses dois anos como exemplo, bailes, rodeios e alguns outros ventos; pensei muito antes de escrevê-los, pois queria ter certeza do que esta falando, vivendo e ate como estou me sentindo.
Mas muito bem nesses 8 anos de Chasque tive muitas alegria, fiz novas amizades, algumas verdadeiras, outras não preciso nem falar; conheci muitas pessoas e lugares; posso dizer e afirmar que eu fiz tudo que eu queria fazer com chasque, e tudo que eu fiz deu certo, começando lá atrás como barraqueiro de rodeio fazendo meus desenho em pirógrafo, depois o blog conhaque.opis, site Chasque do Conhaque a onde sempre levei a cultura e a tradição aos jovens da internet, Jornal do Chasque abordei vários temas e costumes do tradicionalismo não só do Rio Grande do Sul mais sim do Sul do Pais, a Rádio Galpão do Chasque foi pioneiro na internet, foi a chave de tudo e tem muito a crescer ainda, o local de eventos o “Galpão do Chasque foi realizados eventos nunca feito na capital e nem nos Estados vizinhos antes e não sei se terá algo parecido” de coração torço para que tenha alguém de peitudo e de coragem, só aviso uma coisas cuidado com pessoas … , A Marca do Chasque venho pra ficar! E vem novidades pela frente; posso afirmar tudo deu certo ate o momento.
Tudo isso era um projeto para 10 anos de trabalho mas como eu tinha um sonho, fé, foco, dedicação, coragem, e uma dose de loucura e coloquei tudo em ação tudo aconteceu em 4 anos de trabalho. A pergunta é me feita valeu a pena? … SIM Valeu cada minuto cada segundo, cada pessoa que conheci, cada lugar que estive, cada sorriso, cada perto de mão, digo e afirmo valeu cada segundo SIM.
Principalmente o que vinha das crianças eu sabia que era verdadeiro, aleias isso sempre foi a única certeza que eu tive o que vinha das crianças era verdadeiro, que hoje já são moços que ainda me relembram de muitas coisas boas que deixei passar despercebido.
Mas tudo isso foi muito bom mesmo, Só me faltou uma coisa! Faltou o direcionamento de DEUS. DEUS estava ali todo tempo do meu lado, mas, eu estava tão tapado como muitos vivem hoje focado numa só coisa e esquecem-se do resto. Assim eu fiz.
Mas tudo nessa vida tem o seu tempo, posso lhe afirmar que não é o nosso tempo!
Mas com já falei anteriormente como eu tinha foco e determinação as coisas acontecerão muito rápido e como já falei também eu não tinha direcionamento então aí veio à decepção acompanhado com a doença do século que muitos de nos HOMENS chamamos a doença de fresco; mas confesso ela existe, judia, maltrata e pra muito que já estão tomados por ela e não tem uma cobertura de Deus ate mata.
Mas esse não foi o caso! Porque ate mesmo estou aqui falando com você.
Mas continuando pra ser mais exato no mês abril de 2014 tomei a decisão de buscar mais conhecimento e entendimento na verdade e na verdadeira promessa que tenho para minha VIDA.
Mas posso dizer que aprendi muito nesses 8 anos, mas principalmente no dois últimos anos, foi quando tomei a decisão de mudança, foi quando vi a cambada víboras e rabosas que estavam do meu lado se dizendo meus amigos, em 2 anos conto nos dedos de uma mão quem me fez uma ligação ou me procurou para saber se eu estava bem ou se precisava de algo, pelo contrario se afastaram e ainda saíram falando mau, inventando coisas que nem sabem o real acontecimento de tudo… Mas quero que saiba que você que por algum motivo falou, inventou ou tentou me prejudicar de alguma de forma, saiba eu te perdoo e oro por você por sei que falou porque não sabia o que estava falando muito menos o que estava fazendo.
Então para que todos saibam eu afirmo me afastei de muitas coisas sim, mas para minha melhora, como família, pessoa, profissional, Estudo, saúde e principalmente espiritual esse foi o verdadeiro motivo de tudo; agora aconselho se você tiver uma real certeza de algo em sua vida de um passo atrás e reveja o que esta fazendo e como esta fazendo, pois você pode estar preste a colocar tudo fora, como também saberá quem esta com você e quem é por você, posso lhe afirmar com toda a certeza, se você pensa que a pessoa que esta próximo de você hoje, esta pelo que você é, você pode esta totalmente enganado, ela pode esta próximo de você pelo que pensa que você é, e não pelo que você realmente é!?? … simples assim!
Afirmo-te ouvi muitas falsas promessas de falsos amores, amigos, pessoas, Corja de políticos, tradicionalistas, bailes e rodeios e por aí vai, e para não entra em detalhes e acabar magoando os poucos que foram verdadeiros paro por aqui… Só digo ouvi muitas promessas de todos somente isso promessa; e promessa não paga conta, nem da comer a ninguém então não precisa falar mais nada, eu acho..
Mas apesar de tantas pessoas falsas e de falsas promessas, preciso deixar claro que tudo que eu fiz foi com meu suor e muito trabalho, nunca ninguém me bancou em nada, muito pelo contrario! O que sempre manteve o projeto foram as divulgação e cobertura dos eventos e das produções que eram feitas pelo CHASQUE, e quando não era do aguado dos apoiadores o nosso trabalho, sempre retribuía com novos anúncios, brinde, em ultimo caso fazia até a devolução do valor do anuncio.
Para finalizar quero deixar claro para todos que o CHASQUE não acabou, o CHASQUE esta apenas no começando, só que agora com direcionando com base e estrutura: “muitas vezes um lutador precisa ir ao nocaute para recuperar sua forças”. E assim foi feito!
Então Aguardem todos bem em breve temos novidade, A Marca do CHASQUE ficará mais forte do que já esta, e se não foi esquecida, foi porque teve um bom trabalho, mas nesse momento fiquem sempre ligado na RÁDIO GALPÃO DO CHASQUE aos comando do xiru das falas Tio França Das Neves site: http://www.chasquedoconhaque.com.br/
Eu pelo momento fico com fotografia e produção audiovisual:http://www.chasquefotografias.com.br/

Deixo aqui mesmo o meu agradecimento a você amigo fã e seguidor do CHASQUE, se hoje estou escrevendo é porque você faz ou fez parte dessa história então agradeço a cada um que passou, que conheceu, e vem acompanhando esse projeto que esta só apenas começando, e não posso esquecer é claro, principalmente dos falsos, dos invejosos, porque sem eles não haveria mudança e transformação muito menos melhoras.
O que me fez entender tudo isso foi simples: Mateus 4.4 e Salmo 37:5
Por esse momento seria tudo.
E Para os amigo a porteira continua aberta, o mate sempre esta sevado, e para quem não me conhece fica o mesmo convite estendido, será a melhor maneira de realmente me conhecer melhor…

Atenciosamente.
Chasque do Conhaque.
Abraço
Que Deus abençoe a vida de todos.

Dicionário Gaúcho

Dicionário Gaúcho

Gaúcho: Sobre tudo sua origem é Argentina e Uruguaia, é chamado de gaucho. Sem “ú” Gaucho é simbolo do homem do campo e não de um Estado. Mas no Brasil é chamamos de GAÚCHO. que para os Rio Grandenses carregam como um nome ou um simbolo de bravura, e para os homens de ” Maxos” rsrsrs quanto gaúcho quer dizer homem do campo… ser gaúcho é estado de espirito não de Estado.
Espero que entenda como esclarecimento e não critica.
Abraço Chasque.
Grato.
Paranaense – tradicionalista – pesquisador e Divulgador da cultura Sulina.
dicionario

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A

A cabresto: Conduzido pelo cabresto; submetido.
Abichornado: Aborrecido, triste, desanimado.
Achego: Amparo, encosto, proteção.
Açoiteira: Parte do relho ou rebenque, constituída de tira ou tiras de couro, trançadas ou justapostas, com a qual se castiga o animal de montaria ou de tração.
Acolherar: Unir dois animais por meio de uma pequena guasca amarrada ao pescoço; Unir, juntar, com relação a pessoas.
Afeitar: Cortar a barba.
Agregado: Pessoa pobre que se estabelece em terras alheias, com autorização do respectivo dono, sem pagar arrendamento, mas com determinadas obrigações, como cuidar dos rebanhos, ajudar nas lidas de campo e executar outros trabalhos.
Água-benta: Cachaça, destinada a ser bebida ocultamente.
Água-de-cheiro: Perfume, extrato.
Aguada: Lugar utilizado pelos animais para beberem água. Bebedouro. Chamam-se campos de boas aguadas os que possuem bastante água, apropriada para os animais beberem.
Ajojo: É feito de couro cru torcido para prender os canzil no pescoço dos bois carreiros.
Alambrado: Aramado. Cerca feita de arame para manter o gado nas invernadas ou potreiros.
Anca: Quarto traseiro dos quadrúpedes. Garupa do cavalo. O traseiro do vacum.
Anta: Pessoa interesseira.
Apojo: O leite mais gordo extraído da vaca após a segunda apojadura. Este é mais rico em gordura e de melhor sabor.
Aporreado: Cavalo mal domado, indomável, que não se deixa amansar. Aplica-se, também ao homem rebelde.
Apotrar-se: Adquirir jeito de potro. Por extensão aplica-se às pessoas, com o significado de portar-se mal, tornar-se xucro, zangado, grosseiro.
Arapuca: Armadilha para pegar passarinhos; Trapaça.
Arreios: Conjunto de peças com que se arreia um cavalo para montar.
Azucrinado: Encomodado.

B

Badana: Pele macia e lavrada que se coloca, na encilha do cavalo de montaria, por cima dos pelegos ou do coxonilho, se houver.
Bagual: Cavalo manso que se tornou selvagem. Reprodutor, animal não castrado.
Bah: Abreviação de barbaridade. Expressão usada para demonstrar surpresa, indignação.
Baixeiro: Espécie de lã, integrante dos arreios, que põe no lombo do cavalo, por baixo da carona.
Bicheira: Ferida nos animais, contendo vermes depositados pelas moscas varejeiras. Para sua cura, além de medicação, são largamente utilizadas as simpatias e benzeduras.
Bidê: Mesinha de cabeceira. (Aportuguesado do francês bidet).
Biriva: Nome dado aos habitantes de Cima da Serra, descendentes de bandeirantes, ou aos tropeiros paulistas, os quais geralmente andavam em mulas e tinham um sotaque especial diferente do da fronteira ou da região baixa do Estado. Var.: beriva, beriba, biriba.
Bóia: Comida.
Bolicho: Casa de negócios de pequeno sortimento e de pouca importância. Bodega.
Bolicheiro: Dono de bolicho.
Braça-de-Sesmaria: Media antiga, de superfície, usada no Rio Grande do Sul. A braça-de-sesmaria mede 2,20 m por 6.600 m ou seja 14.520 metros quadrados.
Bruaca: Mulher feia. Utensílio que é colocado um de cada lado na cangáia no lombo do cavalo ou na mula para transportar alimentos, prática muito utilizada na época que não havia estradas e nem veículos para fazer o transporte.
Buenacha: Boa.
Bugio: Pelego curtido e pintado, em geral forrado de pano. Animal da Serra.

C

Cabresto: Peça de couro que é apresilhada ao buçal para segurar o cavalo ou o muar.
Cachaço: Porco não castrado, barrasco, varrão.
Cacho: A cola, o rabo do cavalo.
Cagaço: Grande susto, medo.
Caju: Confronto entre os times do Caxias e do Juventude (Caxias do Sul).0
Calavera: Indivíduo velhaco, caloteiro, caborteiro, vagabundo, tonto, tratante.
Cambicho: Apego, paixão, inclinação irresistível por uma mulher.
Campear: Procurar pelo campo. Buscar. Esquadrinhar. Usa-se, também, em sentido figurado.
Canga: É feito de madeira que é colocado no pescoço de dois bois carreiros para puxar carreta ou arado.
Canzil: É feito de madeira, que é colocado na canga para prender no pescoço dos bois carreiros.
Capão: Diz-se ao animal mal capado; Indivíduo fraco, covarde, vil; Pequeno mato isolado no meio do campo. (Etim.: Do guarani caá, mato, bosque, e paú, ilha, ou seja, ilha de mato.)
Capataz: Administrador de uma estância ou de uma charqueada. Pessoa que nas lides pastoris, é incumbida de chefiar o pessoal.
Carancho: O mesmo que cará-cará, ave de rapina muito comum nos campos do Rio Grande do Sul. Pessoa que vai a festas e divertimentos sem ter sido convidada. Indivíduo que entra de graça em baile onde é obrigatório o pagamento de ingresso. Jogador excedente, em roda de jogo de número de parceiros limitado, que fica aguardando oportunidade de substituir algum dos jogadores em possíveis impedimentos.
Carboteiro: Alguém difícil, que não dá bola.
Carreira: Corrida de cavalos, em cancha reta. Quando participam da carreira mais de dois parelheiros, esta toma o nome de penca ou califórnia.
Caudilho: Chefe militar ; Manda-chuva.
Chalana: Embarcação ou Lancha grande e chata.
Chambão: Otário.
Charla: Conversa.
Chasque: Recado; Mensagem.
Chimango: Alcunha dada no Rio Grande do Sul aos partidários do governo na Revolução de 1923. Ave de rapina muito comum na campanha riograndense, parecida com o caracará, porém menor do que este. Tenaz feita de arame para pegar brasas nos fogões.
China: Descendente ou mulher de índio, ou pessoa de sexo feminino que apresenta alguns dos traços característicos étnicos das mulheres indígenas; Cabloca, mulher morena; Mulher de vida fácil; Esposa.
Chineiro: Grande número de chinas, índias ou caboclas.
Chinoca: Mulher.
Chorro: Jorro.
Cincha: Peça dos arreios que serve para firmar o lombilho ou o serigote sobre o lombo do animal.
Coalheira: Um dos estômagos do animal bovino que, por conter muito ácido, é usado para coalhar ou coagular o leite para o preparo do queijo.
Cocho: Recipiente de madeira ou de outro material, de várias formas e de vários tamanhos, que serve para diversos fins: para colocar sal para o gado nos rodeios, para dar ração aos animais domésticos, para lavar mandioca, para o fabrico da farinha, etc.
Colhudo: Cavalo inteiro, não castrado. Pastor.; Figuradamente, diz-se do sujeito valente, que enfrenta o perigo, que agüenta o repuxo.
Corredor: Estrada que atravessa campos de criação, deles separada por cercas em ambos os lados. Há, entre as cercas, regular extensão de terra, onde, por vezes, se arrancham os que não têm ondemorar.
Credo: Exclamação de espanto.
Cuia: Cabaça. Porongo, ou, mais propriamente, cabeça de porongo que se usa para preparar o mate. Recipiente de barro, de louça ou de madeira, usado para se tomar mate. A cuia de chimarrão, ou de mate, feita de cabeça de porongo, é, muitas vezes, guarnecida de prata, artisticamente lavrada. Cabeça.
Cuiudo: O mesmo que colhudo.
Cupincha: Companheiro, amigo.
Cusco: Cão pequeno, cão de raça ordinária. O mesmo que guaipeca, guaipé.

D

Daga: Adaga, facão.
Doma: Ato de domar. Ato de amansar um animal xucro.
Domador: Amansador de potros. Peão que monta animais xucros.

E

Embretado: Encerrado no brete.; Metido em apertos, apuros ou dificuldades; enrascado, emaranhado.
Entrevero: Mistura, desordem, confusão de pessoas, animais ou objetos.
Erva-caúna: Variedade de erva mate de má qualidade, amarga.
Erva-lavada: Erva já sem fortidão por ter servido para muitos mates.
Estrela-boieira: Estrela d´alva.
Estribo: Peça presa ao loro, de cada lado da sela, e na qual o cavaleiro firma o pé.
Estropiado: Diz-se o animal sentido dos cascos, com dificuldade de andar, em consequência de marchas por estradas pedregosas.

F

Facada: Pedido de dinheiro feito por indivíduo vadio, incapaz de trabalhar, que não pretende restituí-lo.
Facho: O ar livre. Usado na expressão sair do facho.
Fatiota: Terno; Conjunto de roupas do homem: calça, colete e paletó.
Fiambre: Alimento para viagem, geralmente carne fria, assada ou cozida.
Flaco: Fraco, magro, desnutrido.
Flete: Cavalo bom e de bela aparência, encilhado com luxo e elegância.
Funda: Estilingue, bodoque.

G

Gadaria: Porção de gado, grande quantidade de gado, o gado existente em uma estância ou em uma invernada.
Galpão: Construção existente nas estâncias, destinadas ao abrigo de homens e de animais; O galpão característico do Rio Grande do Sul é uma contrução rústica, de regular tamanho, em geral de madeira bruta e parte de terra batida, onde o fogo de chão está sempre aceso. Serve de abrigo e aconchego à peonada da estância e a qualquer tropeiro ou gaudério que dele necessite.
Ganiçar: Ganir.
Gato: Bebedeira, porre, embriaguez.
Gaudério: Pessoa que não tem ocupação séria e vive à custa dos outros, andando de casa em casa; Parasita; Amigo de viver à custa alheia.
Graxaim: Guaraxaim, sorro, zorro. Pequeno animal semelhante ao cão, que gosta de roer cordas, principalmente de couro cru e engraxadas ou ensebadas, e de comer aves domésticas. Sai, geralmente, à noite. É muito comum em toda a campanha.
Grenal: Confronto entre os times do Grêmio e Internacional.
Gringo: Denominação dada ao estrangeiro em geral, com exceção do português e do hispano-americano.
Guabiju: Fruta silvestre, comestível, semelhante à jabuticada, porém um pouco menor e que não cresce presa ao tronco como aquela.
Guaiaca: Cinto largo de couro macio, às vezes de couro de lontra ou de camurça, ordinariamente enfeitado com bordados ou com moedas de prata ou de ouro, que serve para o porte de armas e para guardar dinheiro e pequenos objetos.
Guaipeca: Cão pequeno, cusco, cachorrinho de pernas tortas, cãozinho ordinário, vira-lata, sem raça definida. Pequeno, de minguada estatura. Aplica-se, também, às pessoas, com sentido depreciativo.
Guapo: Forte, vigoroso, valente, bravo.
Guasca: Tira, corda de couro cru, isto é, não curtido; Homem rústico, forte, guapo, valente.
Guasqueaço: Pancada, golpe dado com guasca. Relhaço, relhada, chicotada, chibatada, correada, açoite.
Guri: Criança, menino, piazinho, serviçal para trabalhos leves nas estâncias.

H

Haraganear: Andar solto o animal por muito tempo, sem prestar serviço algum.

I

Iguaria: Culinária.
Invernada: Grande extensão de campo cercado. Nas estâncias, geralmente, há diversas.
Invernadas: Para engordar, para cruzamento de raças, etc.

J

Juiz: Pessoa que julga a chegada dos parelheiros, nas carreiras, em cada laço. O mesmo que julgador.
Jururu: Cabisbaixo, tristonho, abatido.

L

Lábia: Habilidade de conversa.
Lançante: Descida. Forte declive num cerro ou coxilha; qualquer terreno em declive.
Lasqueado: Trouxa.
Légua: Medida itinerária equivalente a 3.000 braças ou 6.600 metros. O mesmo que légua de sesmaria.

M

Macanudo: Designa alguém bonito ou algo legal.
Maleva: Bandido, malfeitor, desalmado; Cavalo infiel, que por qualquer coisa corcoveia.
Maludo: Cavalo inteiro, garanhão. Diz-se do animal com grandes testículos.
Mamona: Diz-se de ou a terneira de sobreano que ainda mama.
Mangueira: Grande curral construído de pedra ou de madeira, junto à casa da estância, destinado a encerrar o gado para marcação, castração, cura de bicheiras, aparte e outros trabalhos.
Manotaço: Pancada que o cavalo dá com uma das patas dianteiras, ou com ambas; Bofetada, pancada com a mão dada por pessoa.
Marica: Gay, boiola, abichornado.

N

Negrinho: Designação carinhoso que se dá a crianças ou a pessas que se tem afeição.

O

Oigalê: Exprime admiração, espanto, alegria.
Orelhano: Animal sem marca, nem sinal.

P

Paisano: Do mesmo país; Amigo, camarada.
Palanque: Esteio grosso e forte cravado no chão, com mais de dois metros de altura e trinta centímetros aproximadamente de diâmetro, localizado na mangueira ou curral, no qual se atam os animais, para doma, para cura de bicheiras ou outros serviços.
Papudo: Indivíduo que tem papo. Balaqueiro, jactancioso, blasonador. O termo é empregado para insultar, provocar, depreciar, menosprezar outra pessoa, embora esta não tenha papo.
Parelheiro: Cavalo preparado para a disputa de carreiras. Cavalo de corrida. (Deve provir de parelha, já que a maioria das corridas realizadas, anteriormente, no Rio Grande do Sul, eram apenas de dois cavalos).
Patrão: Designação dada ao presidente de Centro de Tradições Gaúchas (CTG).
Patrão-velho: Deus.
Pealar: Prender com o laço pelas mãos ou patas dianteiras o animal que está correndo, atirando-lhe o pealo que o lança por terra. Figuradamente, armar cilada para apanhar alguém em falta, enganar, pegar de surpresa.
Pelechar: Mudar o animal de pêlo, o que acontece, geralmente, no princípio do verão.
Peleia: Peleja, pugilato, contenda, briga, rusga, disputa, combate.
Pelear: Brigar, lutar, combater, pelejar, teimar, disputar.
Pereba: Ferida de mau caráter, de crosta dura, que sai geralmente no lombo dos animais. Mazela, sarna, cicatriz. Aplica-se, também, às feridas que saem nas pessoas. Figuradamente, ponto fraco. Var.: Pereva (parece provir do tupi-guarani, perebi, mancha de sarna).
Petiço: Cavalo pequeno, curto, baixo.
Piá: Menino, guri, caboclinho.
Piguancha: China, chinoca, caboclinha, moça, rapariga. Mulher de vida fácil.
Piquete: Pequeno potreiro, ao lado da casa, onde se põe ao pasto os animais utilizados diariamente.
Poncho: Espécie de capa de pano de lã, de forma retangular, ovalada ou redonda, com uma abertura no centro, por onde se enfia a cabeça. É feito geralmente de pano azul, com forro de baeta vermelha. É o agasalho tradicional do gaúcho do campo. Na cama de pelegos, serve de coberta. A cavalo, resguarda o cavaleiro da chuva e do frio.
Porongo: Planta cucurbitácea (também chamada porongueiro), de cujos frutos se fazem cuias ou cabaças.
Potrilho: Animal cavalar durante o período de amamentação, isto é, desde que nasce até dois anos de idade. Potranco, potreco, potranquinho.

Q

Queixo-duro: Cavalo que não obedece facilmente a ação das rédeas.
Quero-mana: Denominação de antigo bailado campestre, espécie de fandango. Canto popular executado ao som de viola.

R

Rebenque: Chicote curto, com o cabo retovado, com uma palma de couro na extremidade. Pequeno relho.
Reculuta: Significa encontrar, buscar, recuperar um animal que se perdeu da tropa, ‘juntar’ os animais. É comum encontrá-la em letras de músicas nativistas. Regalo: Presente, brinde.
Relho: Chicote com cabo de madeira e açoiteira de tranças semelhantes a de laço, com um pedaço de guasca na ponta.
Renguear: Claudicar dos membros posteriores, coxear, caminhar arrastando uma perna. Tornar rengo um animal ou uma pessoa.
Repontar: Tocar o gado por diante de um lugar para outro.
Reponte: Ato de tocar por diante o gado de um lugar para o outro.

S

Sanga: Pequeno curso d’água menor que um regato ou arroio.
Sarandi: Terra maninha.
Selin: Sela própria para uso da mulher.
Sesmaria: Antiga medida agrária correspondente a três léguas quadradas, ou seja a 13.068 hectares. São 3000 por 9000 braças; ou 6.600 por 19.800 metros; ou ainda, 130.680.000 metros quadrados.
Soga: Corda feita de couro, ou de fibra vegetal, ou ainda de crina de animal, utilizada para prender o cavalo à estaca ou ao pau-de-arrasto, quando é posto a pastar. Corda de couro torcido ou trançado, que liga entre si as pedras das boleadeiras. O termo é usado também em sentido figurado.
Surungo: Arrasta pé, baile de baixa classe, caroço.

T

Taco: Diz-se ao indivíduo capaz, hábil, corajoso. guapo.
Taipa: Represa de leivas, nas lavouras de arroz. Cerca de pedra, na região serrana.
Taita: Indivíduo valentão, destemido, guapo.
Tala: Nervura do centro da folha do jerivá. Chibata improvisada com a tala do jerivá ou com qualquer vara vlexivel.
Talagaço: Pancada com tala. Chicotaço.
Talho: Ferimento.
Tapera: Casa de campo, rancho, qualquer habitação abandonada, quase sempre em ruínas, com algumas paredes de pé e algum arvoredo velho. Diz-se da morada deserta, inabitada, triste.
Tchê: Meu, principalmente referindo-se a relações de parentesco. (Veja mais em Tradicionalismo).
Tentos: Pequenas tiras de guasca presas a duas argolas existentes na parte posterior do lombilho, de um e outro lado, às quais se amarram o poncho, o laço, ou qualquer coisa que se queira conduzir à garupa.
Tirador: Espécie de avental de couro macio, ou pelego, que os laçadores usam pendente da cintura, do lado esquerdo, para proteger e o corpo do atrito do laço. Mesmo quando não está fazendo serviços em que utilize o laço, o homem da fronteira usa, freqüentemente, como parte da vestimenta, o seu tirador, que por vezes é de luxo, enfeitado com franjas, bolsos e coldre para revólver.
Tosa: Tosquia, toso, esquila.
Tranco: Passo largo, firme e seguro, do cavalo ou do homem.
Tramposo: Intrometido, trapaceiro, velhaco.
Trem: Sujeito inútil.
Três-Marias: Boleadeiras.
Tronqueira: Cada um dos grossos esteios colocados nas porteiras, os quais são providos de buracos em que são passadas as varas que as fecham.
Tropeiro: Condutor de tropas, de gado, de éguas, de mulas, ou de cargueiros. Pessoa que se ocupa em comprar e vender tropas de gado, de éguas ou de mulas. Peão que ajuda a conduzir a tropa, que tem por profissão ajudar a conduzir tropas. O trabalho do tropeiro é um dos mais ásperos, pois além das dificuldades normais da lida com o gado, é feito ao relento, dia e noite, com chuva, com neve, com minuano, com soalheiras inclementes, exigindo sempre dedicação integral de quem o realiza.
Trovar: conversar, prosear.

U

Uma-de-pé: Uma briga, conflito, luta.
Usted: Você. Usado só na fronteira.

V

Vacaria: Grande número de vacas; Grande extensão de campo que os jesuítas reservavam para criação de gado bovino.
Varar: Atravessar, cruzar.
Vareio: Susto, sova, surra, repreensão.
Vaza: Vez, oportunidade.
Vil: Covarde, desanimado, fraco.
Vivente: Pessoa, criatura, indivíduo.
X

Xepa: Comida.
Xerenga: Faca velha, ordinária.
Xiru: O mesmo que chiru.
Xucro: Diz-se ao animal ainda não domado, bravio arisco.
Z

Zarro: Incômodo, difícil de fazer, chato.
Zunir: Ir-se apressadamente.

Tropa de Palmas Paraná.

Fonte: Marcelo Siqueira –

 

Tropa de Palmas Paraná.

Tropa palmense passando o Rio Iguaçu em Porto União, pelo vau descoberto por Pedro Siqueira Côrtes, sertanista, tropeiro, fazendeiro e soldado durante a Campanha do Paraguai, falecido em Guarapuava em 1882. (Foto de tropa criada – 4 e 5 anos – data 1916).

Em 1844 estavam estabelecidas 37 fazendas e uma população de 2 mil pessoas. Em 1878, já existiam 60 fazendas, 60 mil cabeças de gado vacum, e outro tanto de muares, equinos, suínos e ovinos.

Em 1844 estavam estabelecidas 37 fazendas e uma população de 2 mil pessoas. Em 1878, já existiam 60 fazendas, 60 mil cabeças de gado vacum, e outro tanto de muares, equinos, suínos e ovinos.

A Fazenda Lagoa foi das primeiras a ser fundadas em Palmas, em 1839/40, pelo célebre Pedro Siqueira Cortes, comandante da expedição de ocupação dos Campos de Palmas (KRUGER, 2002, p. 78).
FAZENDA CRUZÉ marco Histórico. Fundada pelo comandante José Ferreira dos Santos. Sua localização, num dos pontos mais elevados, dava-lhe condições especiais de visão e defesa, num ângulo de 360°. […] As ruínas testificam o artístico trabalho de cantaria (pedras assentadas sem argamassa), com paredes de um metro de espessura (KRUGER, 2002, p. 79).
FAZENDA PITANGACasarão em pedras com telhas goivas. As cercas das mangueiras eram de lascas de pinheiro (rachão), em tronqueiras maciças, em cerne de imbuia, cavadas a enxó (ferramenta côncava de corte), cavas que transpassavam as lascas de pinheiro. A durabilidade das tronqueiras alcançava meio século ou mais (KRUGER, 2002, P. 80)
FAZENDA PITANGA: Carneada campeira 1924.Em uma análise mais precisa desta bela imagem tradicional paranaense, podemos observar que os dois primeiros homens da esquerda para à direita, são policiais militares com o terceiro uniforme da cavalaria, sendo visível a bombacha. O sexto homem da imagem, ostenta chapéu tapeado, lenço colorado, faca à mão e bombacha bem larga.
A análise do uniforme dos cavalarianos da Polícia, foi efetuada tendo como apoio o livro – Uniformes da Polícia Militar do Paraná 1854 a 2004 de Everaldo Guilmann.
Tradicionais fazendeiros de Palmas. Maragatos!
FAZENDA SÃO JOAQUIMLimitava-se ao norte com o Rio Chopim e ao sul com o Rio Chapecó. Oriunda de 1840, possuía uma área de 17.780 hectares. Foi de propriedade de João José de Araújo.
Dela desmembraram-se as fazendas: Morro Chato, Santa Rita, Oriente, Monte Alegre, Serrito, Cadeado, Paraíso e Paraisinho (KRUGER, 2002, p. 81).
FAZENDA SÃO JOAQUIM

Cercas de pedra seculares e a marca da fazenda.

FAZENDA SÃO JOAQUIM – “Tronqueiras” lavradas em cerne de imbuia.

 

Marcelo Siqueira se dedicar a escrever livro sobre a História do Paraná!

Marcelo Siqueira se dedicar a escrever livro sobre a História do Paraná!

Aprovado com Louvor! Nota 10,0!!!! Indicações da banca: prosseguir com mestrado, doutorado e dedicar-se a escrever livro sobre a História do Paraná!!!! Orgulho meu esse Marcelo Siqueira!!!!! 19/11.